Dia Internacional da Reciclagem – TRT de Mato Grosso investe em ações de sustentabilidade

Há quatro anos, Diana Oliveira trabalha como catadora de materiais recicláveis. Ela se orgulha do que faz e diz que a renda que obtém permitiu a sua família ter uma vida melhor. “Tudo que conquistei neste últimos anos foi pela reciclagem. Consigo ajudar meu marido na construção da nossa casa, nas despesas mensais e até mesmo no pagamento do nosso carro”, destaca.

A história ilustra bem a importância da reciclagem, especialmente nesta sexta-feira (17), Dia Internacional da Reciclagem. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e traz uma reflexão acerca da conscientização sobre como reduzir, reutilizar e reciclar os resíduos produzidos.

Desde os primórdios de sua atuação, o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso investe em projetos de sustentabilidade, sendo pioneiro no Judiciário Brasileiro com políticas de destinação correta do lixo. Hoje, a instituição tem parceria com empresas e associações de catadores de lixos para a reciclagem de itens produzidos tanto internamente como em casa por servidores e magistrados.

Em 2018, por exemplo, 10 toneladas de resíduos produzidos nas residências das pessoas que trabalham no Tribunal foram reciclados. O material é entregue todas as sextas-feiras na entrada de serviços do TRT ao Espaço Nassar, instituição social que atua na área.

No mesmo ano, o Tribunal também encaminhou para reciclagem mais de 13 toneladas de resíduos produzidos internamente, além de dar a destinação ambientalmente correta a outros 284 bens permanentes considerados irrecuperáveis. Entre eles estão papel, plástico, vidros, pilhas e baterias, além de toners de impressoras e resíduos de saúdem, encaminhados a empresas e associações de catadores, como a que Diana Oliveira integra.

A cooperativa de reciclagem em que Diana atua, para se ter uma ideia, produz em torno de 60 toneladas de materiais, número que chega a ser insignificante perto dos milhares e milhares de sacos que chegam todos os dias nos lixões de Várzea Grande. “Mesmo com muita gente trabalhando no local, acho que apenas 3 a 4% dos materiais são encaminhados para a reciclagem. É muito desperdício”, ressalta.

Mudar a realidade, segundo o servidor Estevam Aguiar (Coordenadoria de Contratações e Convênios), cabe a cada um de nós. Ele é um dos participantes do projeto de coleta seletiva do Tribunal e reforça a importância das atitude individuais. “Você une o útil ao agradável porque ajuda a cidade e gera emprego. O pessoal das cooperativas e associações tem um ganho financeiro e ainda contribui para uma vida melhor”, destaca o servidor.

Atualmente, quase tudo pode ser reciclado, destaca a Seção de Gestão Socioambiental do Tribunal, unidade que coordena as ações do órgão na área. É o caso de plástico, papel, papelão, vidro, óleo de cozinha (um dos maiores poluentes de águas, rios e encanamentos), alumínio, cobre, entre outros.

A chefe da unidade, Natália Pansonato, reforça a ideia e diz que o futuro das próximas gerações pode ser duramente afetado, caso as pessoas não se conscientizem sobre suas ações. “Separar de forma adequada os produtos, retirando os restos de comida, é também de grande importância para que a reciclagem possa ser feita. E apesar do trabalho de formiguinha, reciclar, de fato, é urgente, necessário e inevitável”, diz.

A reciclagem permite diminuir o impacto do resíduos na natureza, embora, apenas uma pequena parte consiga ser reaproveitado. O Brasil, por exemplo, perde cerca de 6 bilhões de reais todos os anos, vez que a maioria do resíduo plástico, para citar apenas um dos materiais que podem ser reaproveitados, são literalmente deixados ‘no lixo’.

(Fabyola Coutinho)

 

 

 

 

 

 

 

Gestor da Informação: