Catadores de Alto Araguaia são beneficiados com mais R$ 80 mil para compra de equipamentos

Ascalto

A Associação de Catadores de Alto Araguaia (Ascalto) recebeu, neste mês de novembro, mais uma destinação de recursos da Justiça do Trabalho e Ministério Público do Trabalho (MPT). Foram repassados 79 mil reais. Os valores vão contribuir com o trabalho de reciclagem e coleta seletiva realizado por 20 profissionais que atuam de forma organizada na região desde 2019.

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Com o repasse, será adquirida uma prensa hidráulica e feita a contratação de assessoria de gestão e de seguro de veículos.

A destinação de recursos foi autorizada pela juíza, Michele Saliba. A magistrada explica que a Vara do Trabalho de Alto Araguaia tem feito sucessivas destinações para a entidade com o objetivo de apoiar sua constituição e implementação. “As destinações também visam fomentar um ambiente de trabalho seguro, higiênico, livre de substâncias tóxicas e retirar os trabalhadores das condições sub-humanas dos lixões e aterros sanitários onde eles exerciam a maior parte de sua atividade diária”.

Os valores enviados para a Ascalto são resultado de condenações e acordos coletivos trabalhistas. Em regra, as ações são ajuizadas pelo MPT contra empresas que desrespeitam a legislação.

Os repasses à entidade pela Justiça do Trabalho e MPT começaram em 2019. Desde então, já foram liberados 233 mil reais, montante que possibilitou o início das atividades da associação e o resgate da dignidade de diversos catadores da região.

É o caso de Manuela Maria. Ela sustentou a família por 22 anos com o que encontrava no lixão da cidade. “Foi uma ajuda muito grande. A gente nem esperava tanto. Pensávamos que íamos sair do lixão sem nada e hoje em dia nós temos tudo isso e até uma bolsa que o prefeito paga. Temos o nosso caminhão, os nossos equipamentos, recebemos EPI”, comemorou.

A Ascalto funciona em um galpão alugado pela Prefeitura de Alto Araguaia às margens da BR- 364, saída para o município de Alto Garças. Além da Justiça do Trabalho e MPT, a associação conta com o apoio de diversos parceiros. Para as atividades, o município custeia despesas com o aluguel, combustível e paga uma bolsa auxílio no valor de 550 reais por mês a cada um dos catadores.

(Sinara Alvares/ Sêmia Mauad)

 

 

 

 

 

 

 

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