TRT/MT recebe 200 crianças para uma tarde de diversão e conversas sobre trabalho infantil

O auditório do Tribunal Pleno da Justiça do Trabalho de Mato Grosso, onde rotineiramente são realizadas as sessões de julgamento, se transformou em um cinema para 200 crianças de escolas públicas e projetos sociais, de sete a 13 anos, na tarde desta terça-feira (12). Com direito a pipoca, brincadeiras e animação de palhaços, os pequenos foram levados a refletir sobre os perigos do trabalho infantil.

O evento foi realizado pela Comissão para Erradicação do Trabalho Infantil da Justiça do Trabalho (CETI) e fez parte das atividades realizadas em razão do Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.

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Para chamar atenção sobre o tema, foi passado um filme, com base no qual a psicóloga Andréia Assunção conversou com as crianças sobre os prejuízos de assumir obrigações precocemente.

O filme mostrou a dinâmica das emoções na mente da personagem principal, uma menina de 11 anos que se muda de cidade com a família e começa a ficar triste. A psicóloga explicou aos pequenos que quando assumem responsabilidades que não são próprias para a idade, como trabalhar para colocar dinheiro em casa, eles vão ficar, assim como a personagem da animação, tristes, distantes da família, dos amigos e das atividades da escola.

Segundo a psicóloga, é muito importante que as crianças saibam exatamente o que é e o que não é trabalho infantil para poderem, inclusive, ajudar os adultos a protegê-los. “Quando os pequenos trabalham são afastados dos lugares de convivência e dos estudos e isso trará muitos prejuízos”, explicou.

A aluna Luna Vitória, 8 anos, da escola Cel Octayde Jorge da Silva, de Cuiabá, assistiu atenta a toda a programação e mostrou que aprendeu muito bem a lição. “Hoje eu aprendi que criança não pode trabalhar igual adulto, mas pode ajudar em casa”, falou.

O juiz auxiliar da presidência Ivan Tessaro, vice coordenador da CETI, participou do evento e aconselhou os pequenos sobre a importância da leitura para ter um futuro melhor. Segundo ele, o evento foi realizado para fazer um chamamento para que a sociedade reflita sobre as consequências do trabalho infantil.  “Todos precisam participar dessa luta”, afirmou.

A programação foi aprovada pela professora de música do projeto social ‘Alegria com Notas Musicais’, Josimar Pereira. A ação social atende cerca de 50 alunos no contraturno escolar no bairro Ribeirão do Lipa com aulas de canto, flauta, caratê e outras atividades e, durante este mês de junho, ganhou mais uma disciplina: direitos e deveres segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente. “Essa programação se encaixou perfeitamente no que estávamos trabalhando com as crianças. A prioridade e mantê-las na escola no contrautrno escolar e, assim, elas ficam protegidas dos perigos da rua e da exploração do trabalho precoce”, avaliou.

 

(Sinara Alvares)

 

 

 

 

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